Só existe um DEUS, o DEUS da Bíblia
Não terás outros deuses diante de mim. Êxodo 20:3O segredo e obedecer e PerdoarBiblia online palavra de DEUSA Palavra de DEUS - Formato: mp3 - Ouça Onde encontrar AUXÍLIO: quando...Salmos, e para que servem CADA um.Como reconhecer Conhecendo o Senhor JESUS
1. Porque vale a pena ser cristão
2. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu testemunho
3. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Sua Personalidade
4. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu amor
5. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu perdão
6. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Sua Palavra
7. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – no que faz pelos Seus
8. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Sua volta
9. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – na recompensa celestial que dá aos filhos de Deus
10. Como você pode tornar-se cristão hoje
1. A graça de Deus vence o pecado
2. A graça de Deus vence o pecado
3. A graça de Deus vence o pecado
4. A graça de Deus vence o pecado
5. A graça de Deus vence o pecado
6. A graça de Deus vence o pecado
7. A graça de Deus vence o pecado
8. A graça de Deus vence o pecado
9. A graça de Deus vence o pecado
10. A graça de Deus vence o pecado
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Como reconhecer Conhecendo o Senhor JESUS
1. Porque vale a pena ser cristão

Vamos perguntar-nos concretamente se vale a pena ser cristão, apesar de vivermos em um país considerado cristão, com raízes e tradições cristãs. Que valor tem para nós o cristianismo, o verdadeiro cristianismo, nos dias de hoje?

Voltaire, ateu convicto, foi convidado certa vez por Frederico o Grande, rei da Prússia. Na hora dos brindes, ele ergueu sua taça e disse, zombando: "Troco meu lugar no céu por um marco prussiano". Um silêncio constrangedor dominou o ambiente por alguns instantes, até que outro convidado à mesa do rei voltou-se para Voltaire e respondeu: "Meu senhor, na Prússia temos uma lei: quem tem algo para vender deve provar que o objeto à venda realmente lhe pertence. O senhor pode comprovar que possui um lugar no céu?"

Ter um lugar no céu – isso é o que realmente importa!

Possuir um lugar no céu – é isso que realmente importa! A Bíblia nos mostra a condição para recebê-lo: ter genuína unidade de vida com Jesus! Isso acontece através do novo nascimento (veja João 3.1-8). Nascemos de novo espiritualmente pela fé pessoal em Jesus Cristo, e assim nos tornamos filhos de Deus: "Mas, a todos quantos o receberam (a Jesus), deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (renascerem espiritualmente), a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1.12). Freqüentemente se ouve: "Afinal, todos são filhos de Deus!" Mas, conforme a Bíblia, isso não é verdade! Trata-se realmente de um grande engano, que leva muitas pessoas a se acomodarem e tranqüilizarem numa falsa segurança com relação ao seu destino eterno. Todos os homens são criaturas de Deus, mas filhos de Deus – os únicos que terão um lugar no céu – são somente aqueles que nasceram de novo através do Espírito Santo, como Jesus disse: "Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no reino de Deus" (João 3.5).

Quem nasceu de novo, como Jesus explicou, tem a confirmação e o testemunho do Espírito Santo em seu coração: "Agora sou um filho de Deus!" Isso não é sinal de orgulho, e sim de humildade, pois a pessoa salva não se baseia mais em suas próprias obras, mas unicamente no Senhor Jesus Cristo. Tal pessoa reconheceu que era pecadora e que não podia ser salva por boas obras, nem por qualquer outra coisa. Foi por isso que ela chegou-se a Jesus com o pedido: "Meu Salvador, por favor, salve-me!" O Senhor não apenas ouve essa oração, Ele também a atende: Jesus regenera – faz renascer espiritualmente – quem O aceita como Salvador em seu coração. Em Apocalipse 3.20 Ele diz: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." Se você abrir a porta da sua vida para Jesus, Ele entrará e a transformará. Como conseqüência, o Espírito Santo lhe dará a certeza: "Agora sou propriedade de Jesus, agora estou salvo, agora vou para o céu!"

Jesus: único, incomparável, maravilhoso

Jesus não pode ser comparado a nada, nem a ninguém! Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo – e por isso vale a pena segui-lO e ser cristão!

Vamos ler apenas alguns dos muitos textos da Bíblia sobre Jesus Cristo:

  • Jesus "é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis... Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste" (Colossenses 1.15-17).
  • "Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.6-11).
2. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu testemunho

No Evangelho de João encontramos uma série de testemunhos de Jesus sobre Si mesmo, por exemplo:

  • "Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede" (João 6.35).
  • "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8.12).
  • "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem" (João 10.9).
  • "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (João 10.11).
  • "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11.25).
  • "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14.6).
  • "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor" (João 15.1).

Jesus é “o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10.11). Na foto:pastor com suas ovelhas em Israel.

Quando a samaritana disse a Jesus: "Eu sei... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas" (João 4.25-26), o Senhor lhe respondeu: "Eu o sou, eu que falo contigo" (versículos 25-26).

Quando Pilatos perguntou: "Logo, tu és rei?", Jesus respondeu: "Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (João 18.37).

Os discípulos ouviram todos esses testemunhos de Jesus sobre si mesmo e viram Suas obras e Seus milagres. Imaginemos estar frente a frente com alguns dos primeiros cristãos, tendo a oportunidade de entrevistá-los acerca de sua fé em Jesus Cristo. Talvez acontecessem os seguintes diálogos:

Pedro

Pedro, afinal de contas, por que você tornou-se cristão? Você era um homem que sabia se impor. Você tinha profissão e sustento próprios. Você era bem casado e sua sogra era muito querida. Você era um líder nato e um judeu legítimo, consciente da realidade. Você sabia o que queria na vida. Você não parava para pensar por muito tempo, desembainhando a espada com rapidez. Por que você tornou-se cristão? Por favor, responda-nos em poucas palavras!

– Sim, posso fazê-lo de maneira breve e concisa: "Nós temos crido e conhecido que tu és o santo de Deus" (João 6.69). "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16.16). Em outras palavras: Eu e os outros apóstolos convivemos com Jesus, ouvimos o que Ele pregava, conhecemos Sua maneira de viver, pois estivemos com Ele quase diariamente por três anos. Por isso, agora estou bem certo: Jesus é realmente o Cristo prometido! E por essa razão, como judeu, tornei-me crente em Jesus.

Paulo

Paulo, por que você tornou-se cristão? Você era fariseu* e se empenhava com todas as forças para defender a lei de Deus. Você era um homem intelectual e culto. Mas você odiava a Jesus e Sua Igreja, perseguindo os crentes até a morte. Você queria obrigar os Seus seguidores a negar o Nome de Jesus. Por que hoje tudo é tão diferente em sua vida?

– Sou um seguidor de Jesus porque uma coisa extraordinária aconteceu comigo quando me encontrava a caminho de Damasco, para perseguir os crentes de lá: "... indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo. E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões. Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues" (Atos 26.13-15).

– E isso produziu uma grande mudança em sua vida, não foi?

– Sem dúvida!

– Antes do episódio de Damasco você estava empenhado com todo o seu zelo em sufocar a fé das pessoas em Jesus Cristo, que estava se alastrando cada vez mais. Você certamente poderia ter tido uma carreira brilhante pois era um fariseu muito conceituado. Mas hoje, alguns anos depois, o que você pensa sobre Jesus?

 "Uma coisa tornou-se bem clara para mim: todas as outras coisas perdem o valor quando comparadas com o ganho inestimável de conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor. Deixei de lado todas as outras coisas, achando que tudo valia menos do que nada, a fim de ter a Cristo (Filipenses 3.8, A Bíblia Viva). "...em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus" (Atos 20.24).

 

Jesus diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). Na foto: o Sepulcro do Jardim, em Jerusalém. Jesus não permaneceu no sepulcro, Ele ressuscitou!

João

João, porque você e seu irmão Tiago tornaram-se cristãos, abandonando o barco de pesca do seu pai? Vocês eram homens de personalidade tão marcante, que chegaram a ser chamados de "filhos do trovão"! A expressão "com eles não se brinca", poderia muito bem ser aplicada a vocês. Mas de repente, João, você passa a ser chamado de "apóstolo do amor". Como se explica isso?

– Explico com prazer: "O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)" (1 João 1.1-2).

A Bíblia Viva diz: "Cristo estava vivo quando o mundo começou, entretanto eu mesmo O vi com os meus próprios olhos e O ouvi falar. Eu toquei nEle com as minhas próprias mãos. Ele é a mensagem da Vida enviada por Deus. Este que é Vida que vem de Deus foi revelado a nós e nós asseguramos que O vimos; eu estou falando de Cristo, Aquele que é a Vida eterna. Ele estava com o Pai e depois foi revelado a nós."

– Você está afirmando que a vida de Jesus e a vida que Ele dá aos que O seguem é eterna?

– De fato, pois: "o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo" (1 João 1.3).

– João, por favor, desculpe-me, mas você tem certeza que está perfeitamente sóbrio? Você sabe o que está dizendo? Com essa declaração você está colocando Jesus Cristo acima de todas as pessoas que viveram até hoje! Você está consciente de estar concedendo a Jesus uma grandeza que excede de longe a todos os outros "grandes" deste mundo?!

– Claro! "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (João 1.14).

– Mas João, será que você não está exagerando cada vez mais? Você percebe que, com o que acabou de dizer, está afirmando que em Jesus vemos o Pai? Obviamente você está aludindo ao Tabernáculo.* Lá a glória de Deus se manifestava, e você afirma que Jesus é essa glória? Você já imaginou os israelitas ouvirem o que você está dizendo...!?

– Não se preocupe, sei muito bem o que digo. Pois, "ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito (Jesus), que está no seio do Pai, é quem o revelou" (João 1.18).

– João, por favor, permita-me citar um comentário escrito sobre o que você acabou de dizer: "Para os judeus não havia nada maior que a Lei. O maior anseio de todos os homens, no fundo, é ver a Deus. E aqui está quem é maior que a Lei. Aqui está a satisfação de todos os anseios: através de Jesus, que é inteiramente um com o Pai e busca exclusivamente o que é de Deus, ficamos conhecendo tudo o que é essencial sobre Deus. Por Seu intermédio obtemos tanto a graça como a sabedoria." Não é verdade? Você certamente concorda com isso?!

– Sim, esse comentário reflete muito bem o que estou dizendo.

A samaritana de Sicar

Os samaritanos de Sicar eram homens, mulheres e crianças, jovens e velhos. Pergunto-lhes: porque vocês tornaram-se cristãos? Por acaso, vocês deram ouvidos às palavras de uma mulher?

– Não, não foi o que fizemos. Deixamos bem claro para a mulher que não estávamos apenas acreditando no que ela nos contava: "Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo" (João 4.42).

O centurião ao pé da cruz

Como centurião romano você certamente viu muitas pessoas morrendo na cruz e provavelmente também comandou a crucificação de Jesus. Além disso você era devotado de corpo e alma ao imperador romano, que reivindicava ser deus. Sua profissão, seu salário, seu futuro e até sua vida estavam em jogo nessa execução. Imagino que sua posição como centurião exigia maturidade e visão, e que você já tinha sido aprovado em situações difíceis anteriormente...

– Sim, eu estava acostumado com tudo. Conheci muitas pessoas, conheci soldados heróicos e oficiais nobres, dignos de admiração. Vi muita gente morrendo. Vivenciei seus últimos momentos e ouvi seus gritos, suas blasfêmias e seus lamentos. Mas ninguém morreu como Jesus! Eu O ouvi orando pelas pessoas que O crucificavam. Observei-O falando com Sua mãe e com um dos Seus discípulos, mesmo em meio ao maior sofrimento. Presenciei o diálogo que Ele teve com um malfeitor crucificado ao Seu lado, a quem prometeu o reino dos céus. Também ouvi quando Ele clamou: "Está consumado!" Quem de nós poderia falar algo semelhante no final de sua vida? A vida de Jesus demonstra que Ele fez tudo de maneira correta e concluíu com absoluta perfeição tudo o que começou. Isso tudo não me permitiria outra conclusão do que dizer: "Verdadeiramente, este homem era o filho de Deus" (Marcos 15.39).

 

“Todos os caminhos levam a Roma”, mas somente um leva a Deus. Não se trata de qualquer religião, mas da Pessoa de Jesus, pois Ele disse:“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Na foto: ruela antiga em Jafa.

Pessoas do presente

Pessoas que vivem em nossos dias também testemunham como conheceram o Senhor Jesus e que efeitos isso produziu em suas vidas. A seguir, alguns trechos de cartas que recebemos:

• Em minha mocidade não ouvi falar muito de cristãos autênticos, nem fiquei sabendo de pessoas que seguiam a Jesus de todo o coração. Estudei teologia e tornei-me pastor, mas por longos anos o fui sem conhecer a Cristo. Estive muito envolvido com questões sociais e tentei ajudar onde havia necessidades, mas só agora sei que em meio a todas as minhas atividades faltava o mais importante: conhecer a Jesus. Agora Ele tornou-se meu Senhor. Agora eu O encontrei, ou melhor, Ele me encontrou! Hoje realizo minha tarefa de pastor de uma maneira completamente diferente: tento falar de Jesus às pessoas e procuro levá-las a Cristo. O interesse por todas as outras questões não diminuiu, pelo contrário, tornou-se ainda mais profundo. Meu alvo principal, agora, é ajudar a edificar a Igreja de Jesus, contribuindo de maneira decisiva, através da transformação interior de vidas, para auxiliar também na solução das outras questões.

• Fui infiel à minha esposa por 23 anos, mas ela me ama mais do que nunca, mesmo que atualmente eu esteja na prisão. Nos primeiros dias em que fiquei preso, quando não via saída para minha situação, nem perspectivas para minha vida, pensei em acabar com tudo. Mas as coisas aconteceram de uma forma bem diferente. O Senhor não permitiu que eu me suicidasse e encontrei a fé inabalável em Jesus, o Senhor. Logo escrevi uma carta à minha esposa e pedi que ela me enviasse uma Bíblia. Ela fez isso imediatamente e me escreveu o seguinte: "Esta é a Bíblia que ganhamos no dia do nosso casamento. Da outra eu mesma preciso". Jamais em toda a minha vida chorei tanto como na época em que comecei a ler na "nossa" Bíblia de casamento. Tive que ser preso para dar valor à Palavra de Deus! Pois antes eu sempre dizia: "Não tenho tempo", que é o título de um folheto que li. Mas agora eu sei o que é mais importante na vida: seguir a Jesus!

• Já fazem mais de quarenta anos desde que reconheci que havia pecado contra Deus e contra os homens, e que o meu pecado me separava de Deus, porque Deus, sendo justo, julga e condena o pecado. Tornou-se claro para mim que esse julgamento significava condenação eterna. Mas ao mesmo tempo passei a ouvir as boas-novas de salvação: quem reconhece seus pecados e os confessa ao Senhor Jesus Cristo, pedindo perdão, pela fé, recebe perdão e vida eterna. Essa maravilhosa oferta de Deus me tocou profundamente, e de coração agradecido eu a aceitei.

Quando volto ao passado em pensamentos, só posso me admirar, agradecer a Deus e exultar interiormente! Passei por altos e baixos, infelizmente também em minha vida de fé, entristecendo ao Senhor e a mim mesmo, mas Ele continuou sendo o mesmo bom e fiel Pastor que sempre tem sido em minha vida! Ele Se preocupa com os Seus filhos! Só quem já o experimentou sabe o que significa ter a certeza de que Ele jamais abandona os Seus em meio aos problemas e aflições da vida e que Sua ajuda nunca chega tarde demais! Jamais me arrependi de minha decisão de ser cristão e de entregar meu coração a Jesus, que tomei há tantos anos atrás. Ao contrário: hoje não consigo entender como é possível viver sem Jesus nestes dias difíceis, quando todos os valores são invertidos e onde a injustiça literalmente se alastra. Mas tudo isso não é tão importante, é apenas o momento presente. O que realmente importa é nosso futuro, que, conforme as palavras das Sagradas Escrituras, será maravilhoso!

• Fui batizado ainda bebê na igreja católica e cresci seguindo os seus ensinamentos. Mais tarde, pela graça de Deus, encontrei a Cristo e aceitei-O como meu Salvador e Senhor. Fui a uma reunião caseira de cristãos que estudam a Bíblia e louvam ao Senhor, que eu aprecio e onde me sinto muito bem. A Palavra de Deus tem se tornado cada vez mais importante para minha vida. A Bíblia é meu livro preferido! O que eu mais quero é entender a Palavra e viver fazendo a vontade do Senhor.

• Fui assistir a uma pregação sua porque uma conhecida, que não dirige, pediu-me que eu a levasse até lá. No final do culto você convidou os presentes a se entregarem a Jesus. Tornou-se claro em meu coração que esse convite era também para mim, e eu o aceitei. Realmente, nesse dia o Senhor Jesus me chamou e agora estou cheia de alegria e de gratidão! Sou médica, e minha profissão exige muito esforço, mas agora eu sei que Deus é quem me dá a força de que eu preciso a cada dia. Ele sabe o que pode exigir de mim. Justamente agora tenho duas semanas de férias, duas semanas de paz e tranqüilidade para admirar as coisas maravilhosas da natureza que o Senhor criou, e tenho tempo para conversar com Ele e de pedir-Lhe que me ajude a cuidar dos meus pacientes com carinho e dedicação.

Todos estes testemunhos combinam com o que alguém disse certa vez, baseado em Filipenses 2.9 – "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome": "Para muitos, Jesus é apenas uma figura apropriada para uma pintura, o herói de um romance, um belo modelo para uma escultura ou o tema para uma canção. Mas para os que ouviram Sua voz, experimentaram Seu perdão e sentiram Suas bênçãos, Ele é aconchego, luz, alegria, esperança e salvação, um amigo que não nos abandona jamais, que nos levanta quando estamos prostrados".

3. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Sua Personalidade

Sua grandeza

Uma edição da "Enciclopédia Britânica" usa 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Essa descrição ocupa mais espaço que a de Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

Eis o que disseram sobre Jesus algumas personalidades conhecidas:

Rousseau: "Conseguir inventar ou criar a história de uma vida como a de Jesus seria um milagre maior do que foi Sua existência real."

Napoleão, que cobriu de guerra a metade da Europa, escreveu em seu diário ao final de sua vida: "Com todos os meus exércitos e generais, por um quarto de século não consegui subjugar nem um único continente. E esse Jesus, sem a força das armas, vence povos e culturas por dois mil anos."

Ao conhecido historiador H. G. Wells foi perguntado: quem mais influenciou e marcou a história? Ele respondeu que, considerando a grandeza de uma personalidade conforme os aspectos históricos, a pessoa de Jesus Cristo está em primeiro lugar.

E o historiador Kenneth Scott Latourette afirmou: "Quanto mais o tempo passa, mais óbvio se torna que Jesus, por Sua influência na história, viveu neste planeta a vida de maior significado para a humanidade. E Sua influência parece aumentar mais e mais".

Ernst Renan fez a seguinte observação: "Na área religiosa, Jesus é a figura mais genial que jamais viveu. Seu brilho é de natureza eterna e Seu reinado jamais acaba. Ele é único em qualquer sentido e não pode ser comparado a ninguém. Sem Cristo não se entende a história."

A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo é maior que tudo. Só na Epístola aos Hebreus encontramos as seguintes afirmações:

  • Jesus é maior que os anjos (Hebreus 1.1 a 3.19).
  • Jesus é maior que o sacerdócio de Arão (Hebreus 4.1 a 6.20).
  • Jesus é maior que as revelações do Antigo Testamento (Hebreus 7.1 a 8.13).
  • Jesus é maior que todos os santuários e sacrifícios do Antigo Testamento (Hebreus 9.1 a 10.39).
  • Jesus é o Autor e Consumador de toda a fé (Hebreus 11.1 a 12.3).

Sua vida sem pecado

Você conhece a oração que o próprio Jesus nunca orou? Trata-se da oração do Pai Nosso. Jesus a ensinou, mas Ele próprio não a orava porque não havia necessidade, principalmente o pedido: "...perdoa-nos as nossas dívidas..."Jesus era sem culpa, sem pecado, completamente puro. Por isso Ele nunca teve de arrepender-se de alguma coisa que tivesse feito; por essa razão Ele nunca precisou pedir perdão pelos Seus próprios pecados, nem pedir desculpas aos outros. Ele sempre se humilhava em lugar dos outros, Ele levou nossos pecados sobre Si. E Ele orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". Jesus não tinha pecado, por isso era Santo e Justo:

  • A mulher de Pilatos mandou dizer ao marido: "Não te envolvas com esse justo."
  • O próprio Pilatos teve de admitir: "Não vejo neste homem crime algum."
  • O malfeitor na cruz exclamou: "...este nenhum mal fez."
  • O centurião romano junto à cruz teve de concordar: "Verdadeiramente, este homem era justo."
  • Até os demônios reconheceram: "Bem sei quem és: o Santo de Deus!"

Resumindo: Jesus Cristo não teve pecado – ao contrário de todas as outras pessoas e dos fundadores de religiões que já viveram.

H. Bender escreveu sobre Jesus: "Em meio à história do mundo encontra-se uma figura, inserida nessa história em todos os seus aspectos, mas que a tudo sobrepuja. É Jesus Cristo. Ele é completamente diferente, Ele é singular. Ele é o único que podia ousar colocar-se diante de uma multidão hostil e fazer-lhe a pergunta: "Quem dentre vós me convence de pecado"? A única resposta foi o silêncio da platéia, uma resposta eloqüente. Sua vontade estava plenamente inserida na vontade de Deus. Sua postura era completamente dirigida por Deus e direcionada para Deus. Nele não havia discrepância, não havia imperfeição alguma."

Em Romanos 8.3 está escrito: "...Deus pôs em ação um plano diferente a fim de nos salvar. Enviou seu próprio Filho, em corpo humano como o nosso – com a exceção de que o nosso é pecador – e destruiu o controle do pecado sobre nós, dando-Se a Si mesmo como sacrifício por nossos pecados" (A Bíblia Viva, veja também 1 Pedro 2.22 e Hebreus 4.14).

Sua divindade

Pasteur, importante médico e cientista francês, formulou assim sua opinião acerca da divindade de Jesus: "Em nome da ciência eu proclamo a Jesus Cristo como Filho de Deus. Meu senso científico, que valoriza muito a relação entre causa e efeito, compromete-me a aceitá-lo como fato. Minha necessidade de adorar encontra nEle a mais plena satisfação."

Que Jesus Cristo é o Filho de Deus, é testemunhado em inúmeras passagens do Antigo e do Novo Testamento.

A Bíblia apresenta Jesus como sendo ao mesmo tempo perfeitamente humano (embora sem pecado) e perfeitamente divino (veja também Isaías 9.5-6; João 1.1-2; 3.16; 8.58; Colossenses 1.15-19; 1 Timóteo 3.16; Hebreus 13.8; 1 João 5.20). A carta aos Filipenses diz de Jesus: "pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens" (Filipenses 2.6-7). Em outras palavras: Ele não agarrou-se à Sua divindade, mas humilhou-se por amor a nós. Em outro lugar o próprio Jesus disse: "Eu e o Pai somos um" (João 10.30).

Em Colossenses 1.19-20 está escrito: "Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus." A Bíblia Viva diz: "Porque Deus queria que tudo dEle mesmo estivesse em seu Filho. Foi por meio daquilo que seu Filho fez que Deus abriu um caminho para que tudo viesse a ele, todas as coisas no céu e na terra, pois a morte de Cristo na cruz trouxe para todos a paz com Deus através de seu sangue." Jesus é o único em quem Deus realmente habitou plenamente (portanto, Ele não é apenas mais um dentre os muitos fundadores de religiões!). Jesus é Aquele que resgatou todo o Universo e, portanto, também chegará ao objetivo com ele..." Por isso, em profunda adoração, só podemos citar a passagem de Isaías 46.5: "A quem me comparareis para que eu lhe seja igual? E que coisa semelhante confrontareis comigo?"

“Porque aprouve a Deus que, nele (Jesus), residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.”

Se você, prezado leitor, prezada leitora, concordou com o testemunho que a Escritura dá acerca de Jesus Cristo, se você reconheceu a singularidade de Jesus, o mais sensato não seria decidir-se por uma vida com Jesus? Se Jesus é tudo aquilo que Ele afirma ser, isso é razão mais do que suficiente para tornar-se cristão! Faça isso agora, se ainda não o fez! Tome a decisão consciente de entregar a Ele toda a Sua vida e de seguir Seus passos! Pois, se Jesus é o que diz de Si mesmo, se é o que a Bíblia diz dEle e se é o que muitas pessoas experimentaram, então todos precisam dEle para receber o perdão dos pecados e para entrar no reino de Deus. Com Ele ganhamos tudo, sem Ele tudo perdemos, para todo o sempre!

Hamlet, de William Shakespeare, diz: "Perderei, quer viva, quer morra." O apóstolo Paulo tinha a mais absoluta certeza: "para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Filipenses 1.21). Ele sabia que ganharia em qualquer circunstância! Por isso você deveria impreterivelmente tornar-se cristão, pois sem Jesus você perderá tudo!

Aos 16 anos, Friedrich Nietzsche, chamado "o grande filósofo do ateísmo", escreveu a um amigo sobre a pessoa de Jesus Cristo: "Eu sei que, se não O encontrar, não terei repostas para minha vida." E no final de sua vida, durante a qual rejeitou a Cristo, ele escreveu: "Ai daquele que não tem lar!"

O dramaturgo suíço Friedrich Dürrenmatt reconhece em sua obra "Os Físicos": "Quando deixei de temê-lO, minha sabedoria destruiu minha riqueza." Mas quem tem a Jesus é rico em tudo: "Porque, em tudo, fostes enriquecidos nele" (1 Coríntios 1.5).

4. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu amor

Lemos em 1 João 3.16 sobre Jesus Cristo: "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós..." A morte de Jesus na cruz do Calvário é a prova do eterno, imutável e inescrutável amor de Deus por um mundo perdido – por cada um de nós! O sangue derramado de Jesus é a garantia do amor de Deus para com as pessoas sobrecarregadas de culpa e distantes dEle: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5.8).

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Na foto: o Calvário em Jerusalém.

Jesus, como Filho de Deus, era o único que podia morrer pelos pecados da humanidade. Ele o fez também por você! Em todas as outras religiões procuramos em vão por algo que seja comparável à morte de Jesus por nós. O Senhor é amor em Si mesmo; amor é uma característica do Seu ser. Por isso Ele não pode separar-se do Seu amor. Esse amor começou quando Deus começou – e Ele não tem começo nem fim. Alguém o formulou desta maneira: "Deus é o que é, principalmente por Seu amor." E Friedrich Bodelschwingh cunhou a frase: "Por esta terra não passa ninguém que não seja amado por Deus." O próprio Senhor diz: "Com amor eterno eu te amei" (Jeremias 31.3).Portanto, não há uma só pessoa vivendo sobre a face da terra que não seja amada por Deus.

Deus ama a cada pessoa da mesma maneira. Isso significa que Ele não ama a ninguém mais do que a outro. Agostinho definiu esse amor de Deus de maneira muito apropriada: "Deus ama tanto a cada um de nós como se não existisse ninguém mais a quem Ele pudesse dar Seu amor."

Jamais alguém poderá apresentar-se diante de Deus e afirmar que não foi amado por Ele. Estou profundamente convicto de que, quando os perdidos chegarem diante do trono de Deus e virem o Cordeiro de Deus, ficarão perplexos por não terem aceitado o amor que Jesus lhes ofereceu. Se existisse apenas um único pecador perdido nesta terra, Deus em Seu amor ilimitado teria feito por ele o que fez por todas as pessoas do mundo, através de Jesus Cristo.

É justamente isso que o Senhor Jesus quer expressar com a parábola da ovelha perdida: "Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que, assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lucas 15.4-7).

Martim Lutero, com sua linguagem forte, descreveu certa vez o amor de Deus com as seguintes palavras: "Deus é um forno ardente, tão cheio de amor que todo o céu e toda a terra estão envolvidos pelo seu calor."

5. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Seu perdão

O que precisamos saber sobre o pecado

Pecado significa "errar o alvo". Isso que dizer que as pessoas vivem longe do caráter santo de Deus. Pecado é tudo o que não está de acordo com o ser de Deus: todo ato, toda tendência, toda situação. Quando o pecado entrou na raça humana através de Adão, este tornou-se uma pessoa completamente diferente, corrompida e decadente. E todos os seus descendentes herdaram essas características negativas de sua personalidade. A perfeição original do homem foi totalmente destruída. Precisamos apenas dar uma olhada nas notícias diárias para ver quanto a humanidade está degenerada.

O pecado se infiltrou em todas as categorias sociais da humanidade. Nas famílias e nos matrimônios, na sociedade e entre os povos reina – de maneira crescente – a infidelidade, a mentira, o ódio, a guerra e a morte. A solidariedade e o altruísmo vão dando lugar ao individualismo e ao egoísmo. Por toda parte existem discórdias, conflitos e guerras. A Bíblia ensina que o caráter da humanidade está corrompido, incapaz de produzir o bem (Romanos 3.10-12).

Além disso, a Bíblia ensina que o ser humano está corrompido em sua disposição mental (Romanos 1.28), no seu entendimento (2 Coríntios 4.4), tem cauterizada sua própria consciência (1 Timóteo 4.2) e está obscurecido e cego em seu entendimento (Efésios 4.18; 2 Coríntios 4.3-4). Na verdade, somos tão profundamente corrompidos em nosso ser, que não nos tornamos pecadores pelos pecados que cometemos; cometemos pecados porque somos pecadores por natureza. Além disso, todo pecado que cometemos (em pensamentos, palavras ou ações) é acrescentado em nossa lista de culpa diante de Deus. E assim como é inútil tentar lavar o carvão para torná-lo branco, tampouco o homem pode livrar-se do pecado através de seus próprios esforços.

É errado pensar que somente pessoas "boas" chegam ao céu e que as "más" vão para o inferno. Nem bons nem maus vão para o céu, mas somente aqueles que receberam a justiça de Deus pela graça e tomaram posse dela pela fé. A Palavra de Deus não deixa a menor dúvida: "Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque" (Eclesiastes 7.20, veja também Romanos 3;10-12).

Talvez agora seja possível entender que existe uma única justificação para o homem: não a própria, mas exclusivamente a obtida através de Jesus Cristo, o Justo. Existe perdão em Jesus. A Bíblia diz: "Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã" (Isaías 1.18). Realmente, o perdão de Jesus é único, incomparável e maravilhoso!

“Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã” (Isaías 1.18). Na foto: neve sobre o Monte Sião, em Jerusalém.

August Winning, ex-presidente na Prússia Oriental e ardoroso líder dos trabalhadores, confessou: "Eu andava longe, fugindo de Jesus, mas aos poucos fui me aproximando dEle. Reconheci que o ser humano é profundamente mau, sem exceção. Nem todos são criminosos, mas cada um de nós tem pensamentos, desejos e anseios tão pecaminosos que são comparáveis a um homicídio. É absolutamente impossível tentar voltar a Deus com tamanha carga de maldade, sem que antes aconteça algo conosco. Entendo que Deus tem que condenar-me pelo meu pecado. Mas vejo Seu amor, do qual toda a vida dá testemunho, e percebo que Ele não quer condenar. Ele nos estende Sua mão. Essa mão de Deus é Jesus Cristo!"

"Quem é como Jesus?" Esse era o título de um artigo que li e transcrevo: "Jamais cansaremos a Jesus; podemos lançar todos os nossos fardos e anseios sobre Ele. Jesus está sempre disposto a nos ajudar; Ele fala conosco com o mesmo amor de sempre e ouve o que temos a Lhe dizer. Não existe nome superior ao nome "Jesus". Ele é mais glorioso que o nome de César, mais sonoro que o de Beethoven, mais vitorioso que o nome de Napoleão, mais eloqüente que o de Demóstenes e mais paciente que o de Lincoln. O nome de Jesus representa vida e amor. Seu nome é como um perfume maravilhoso. Quem consegue solidarizar-se com uma pessoa sem pátria como Jesus o faz? Quem, como Jesus, consegue dar as boas-vindas a um filho pródigo que volta ao lar? Quem, além de Jesus, consegue libertar um alcoólatra de seu vício? Quem consegue encher de luz e esperança um cemitério repleto de túmulos? Quem, além de Jesus, consegue fazer de uma prostituta das ruas uma rainha diante de Deus? Quem consegue juntar as sofridas lágrimas humanas em Seu odre? Quem consegue nos consolar em nossa tristeza, como Jesus o faz?"

Muitas pessoas tentam compensar seus erros fazendo boas obras, mas isso não as ajuda em nada. Outras tentam lavar suas almas através de exercícios espirituais, mas isso também não funciona. Outras se suicidam impelidas por uma consciência desesperada. Mas isso também não as liberta, pois a alma continua vivendo.

Sobre a terra, somente o Filho do Homem, Jesus Cristo, tem o poder de perdoar pecados (Mateus 9.6). Só Ele pode tirar nossa culpa e tomar sobre Si os pecados de todos os homens porque só Ele é o Filho de Deus, só Ele é sem pecado, só Ele é justo e não nasceu da semente de Adão, pois tornou-se homem pelo Espírito Santo.

Assim como todas as pessoas nasceram em pecado e tornaram-se pecadoras através do primeiro Adão, todos os que crêem em Jesus, o "segundo Adão", como o chama a Sagrada Escritura, tornam-se justificadas diante de Deus (Romanos 5; 1 Coríntios 15.45-48). Assim como em Adão os pecados nos são imputados, em Jesus eles deixam de nos ser atribuídos – recebemos Sua justificação dos pecados! Assim, Jesus preparou o caminho para nós, tornando-se a porta para o reino de Deus.

Pedro anunciou triunfalmente às autoridades judaicas aquilo que posteriormente seria válido para todos os homens:"Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados" (Atos 5.31). E em Atos 10.43 está escrito: "Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados".

Miquéias foi um desses profetas. Ele exclamou cheio de temor: "Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniqüidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia" (Miquéias 7.18). Quem se entrega a Jesus experimenta toda a graça do Seu perdão!

Somente Jesus tem o poder de perdoar pecados (Mateus 9.6). Ele os apaga como se nunca tivessem existido.

Jesus, Tu és diferente

Tu ficaste ao lado da mulher adúltera,
quando todos se afastavam dela.

Tu entraste na casa do publicano,
quando todos se revoltavam contra ele.

Tu chamaste as crianças para junto de Ti,
quando todos queriam mandá-las embora.

Tu perdoaste a Pedro,
quando ele próprio se condenava.

Tu elogiaste a viúva pobre,
quando todos a ignoravam.

Tu resististe ao diabo,
quando todos teriam sucumbido à sua tentação.

Tu prometeste o paraíso ao malfeitor,
quando todos desejavam-lhe o inferno.

Tu chamaste Paulo para Te seguir,
quando todos temiam-no como perseguidor.

Tu fugiste do sucesso,
quando todos queriam fazer-te rei.

Tu amaste os pobres,
quando todos buscavam riquezas.

Tu curaste enfermos,
quando foram abandonados pelos outros.

Tu calaste,
quando todos Te acusavam, batiam em Ti e zombavam de Ti.

Tu morreste na cruz,
quando todos festejavam a páscoa.

Tu assumiste a culpa,
quando todos lavavam suas mãos na inocência.

Tu ressuscitaste da morte,
quando todos pensavam que estavas derrotado.

Jesus, eu te agradeço porque Tu és único!

(autor desconhecido)

As diferentes religiões dão conselhos, recomendam princípios de vida e estabelecem regras de conduta, mas ninguém pode oferecer uma salvação que se compare à Salvação plena e completa de Jesus!

6. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Sua Palavra

O historiador Philip Schaff escreveu sobre Jesus: "...Ele disse palavras de vida como jamais haviam sido pronunciadas antes dEle. Elas produziram efeitos jamais alcançados por qualquer outro orador ou poeta. Sem escrever uma única linha, Ele movimentou mais penas e forneceu mais material para pregações, discursos, discussões, obras de ensino, de arte e hinos do que todo o exército de grandes homens da antigüidade e da era moderna". Outra pessoa expressou-se sobre as palavras de Jesus da seguinte maneira: "São as palavras de uma pessoa perfeita. Uma vez pronunciadas, elas não se calam. Ao contrário, seu som fica cada vez mais forte, seu eco ressoa até nossa época e ainda hoje move os corações. Seu Evangelho é descrito como poder (dinamite) de Deus (Rm 1.16). Jesus jamais falou palavras vãs. Quando Ele falava, até a mais simples palavra pesava como uma rocha. Tudo o que Ele diz alcança o fundo, atinge o alvo, e seu eco continua ressoando nos corações."

Apocalipse 19 descreve a volta de Jesus. Ali é dito que Ele voltará como Senhor dos senhores e Rei de todos os reis. Nesse contexto a Escritura diz: "...está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus" (Apocalipse 19.13).

O próprio Jesus profetizou que Seu Evangelho seria levado até aos confins da terra, o que acontece até os dias de hoje (Mateus 24.14). Jesus disse isso quando tinha apenas doze discípulos simples e falhos. Ele sabia que um deles iria traí-lO, que outro iria negá-lO e que quase todos iriam fugir de medo. Como era possível que Jesus fizesse uma profecia dessas diante de tais circunstâncias? Apenas por um motivo: porque Ele é a Verdade. Só Ele tem o poder de cumprir todas as promessas que faz.

Napoleão reconheceu no fim de sua vida: "Morro antes da hora, e meu corpo será devolvido à terra para tornar-se alimento para os vermes. Este é o destino reservado para o grande Napoleão. Que imenso abismo entre minha profunda miséria e o eterno Reino de Cristo, pregado, amado, louvado e espalhado por toda a terra."

Jesus prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam sobre a Sua Igreja (Mateus 16.18). Reinos e impérios, ditadores e poderosos sucumbiram. Muitos deles foram inimigos dos cristãos, mas não conseguiram exterminar o cristianismo; pelo contrário, ele cresceu. Devemos ter em mente que ainda não existia a Igreja na ocasião em que Jesus fez essa promessa. Como era possível que Ele soubesse que as portas do Inferno não iriam prevalecer sobre os Seus seguidores? Porque Jesus é muito mais que um simples homem!

Jesus profetizou a destruição de Jerusalém e a dispersão dos judeus por todo o mundo, mas também profetizou seu restabelecimento antes da Sua volta (Lucas 21.24). Nossa geração é testemunha ocular do ressurgimento do Estado judeu. Jesus também profetizou que a identidade nacional do povo judeu não iria extinguir-se durante a Diáspora (Dispersão) que duraria séculos (Jeremias 31.36; Mateus 24.34).

Joachim Langhammer escreve: "Israel é um milagre vivo. Trata-se de um povo que durante 4000 anos foi odiado e discriminado, combatido e derrotado – mas não pôde ser aniquilado. Pelo contrário! Não existe povo sobre a terra que se encontre tanto no centro dos acontecimentos atuais como o povo de Israel."

Jesus falou: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Marcos 13.31). Sua palavra é como uma rocha firme em meio às tempestades da vida! Milhares de anos de antagonismo e adversidades não conseguiram mudar em nada Sua Palavra.

Jesus disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras
não passarão” (Marcos 13.31).

Um comentário bíblico diz sobre essa afirmação de Jesus: "Se essas palavras não são verdadeiras, então o homem que as proferiu não é bom nem santo, mas um dos maiores tolos do mundo. Entretanto, elas são verdadeiras. Jesus é tudo aquilo que Ele disse ser: Criador, Senhor do tempo, Filho de Deus e, portanto, o próprio Deus. Ele criou um universo de sóis brilhantes e galáxias em movimento, dizendo que tudo isso passaria. Mas ao contrário de sóis em extinção e estrelas explodindo, Sua Palavra realmente não passou e jamais passará. De que maneira um verme como o homem poderia esquivar-se e fugir de uma realidade tão grandiosa?"

O Barão von der Ropp, engenheiro e geólogo, escreveu: "As palavras de Jesus: ‘Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra', levaram-me a estudar a história mundial do começo ao fim. Chama a atenção de qualquer um, que Cristo é de longe a personalidade mais influente em toda a história humana. Meus estudos terminaram com o reconhecimento de que os tempos antigos e modernos adquirem sentido apenas em Jesus, que somente Ele é a chave para a compreensão da história e que, na verdade, sem Jesus toda a ela não faz sentido."

Mas também as profecias do Antigo Testamento sobre o Messias têm seu cumprimento em Jesus. Mil e quinhentos anos antes de Seu nascimento foi profetizado, dentre muitas outras coisas:

  • que Ele viria da tribo de Judá (Gênesis 49.10).
  • que Ele descenderia da casa de Davi (Isaías 11.1; Jeremias 33.21).
  • que Ele nasceria de uma virgem (Isaías 7.14).
  • que Ele viria ao mundo em uma pequena aldeia chamada Belém (Miquéias 5.1-2).
  • que Ele morreria em sacrifício (Isaías 53.1-12).
  • que Ele perderia Sua vida através de crucificação (Salmo 22.1-21).
  • que Ele ressuscitaria dos mortos (Salmo 16.8-11; Isaías 53.10-12).
  • que Ele voltaria à terra (Zacarias 14.4-9).
  • que Ele apareceria nas nuvens do céu (Daniel 7.13).

Sobre a primeira vinda de Jesus há ao todo 330 profecias, que impressionam pela exatidão e são extremamente diferenciadas – e todas elas cumpriram-se literalmente e podem ser verificadas e comprovadas.

Em vão procuramos por profecias semelhantes acerca de qualquer outro grande homem da história ou sobre qualquer outra religião. Por exemplo, não existe uma única profecia sobre a vinda do "profeta" Maomé, de Buda ou de qualquer outro. Todas essas profecias somente podem referir-se a um único homem. Ele já cumpriu a maior parte delas, e da mesma forma cumprirá também as que ainda faltam: Jesus, o homem de Nazaré, o Filho do Deus vivo!

Ninguém além dEle, em toda a história do mundo, pode reivindicar para si esse direito. E Ele, este único, incomparável e maravilhoso Senhor, chama a você, prezado leitor, prezada leitora: "o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6.37). Para onde iremos, senão a Jesus?

7. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – no que faz pelos Seus

Para evitar mal-entendidos e excluir a possibilidade de auto-engano, primeiro deve ser esclarecida a questão: "quem faz parte dos Seus", quem pertence a Jesus?

A Bíblia nos dá uma resposta muito clara. O Senhor ressurreto diz:

  • "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo" (Apocalipse 3.20).
  • "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1.12).
  • "Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o filho de Deus não tem a vida" (1 João 5.12).

Aquele, portanto, que conscientemente decide receber a Jesus em seu coração passa a ser propriedade Sua – sobre a qual Ele tem direitos – e passa a fazer parte da família de Deus. Tal pessoa é um filho de Deus. Você é um deles? Se a resposta é não, então você deveria ainda hoje tomar a decisão de segui-lO. Veja no último capítulo como fazer isso. Faça-o logo, pois cada dia que passa sem que você seja de Jesus é um dia miserável, um dia perdido. Quem é propriedade de Jesus pode experimentá-lO no dia-a-dia. Você não apenas passa a ter uma maravilhosa esperança para o futuro, mas o seu presente também se torna imensamente rico e pleno de sentido!

“Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5.17).

Coisas grandiosas passam a acontecer na vida de quem se decide ou já se decidiu por Jesus:

1. O relacionamento com Deus não é mais de um pecador com um Juiz justo, mas a relação de um filho com seu Pai: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo" (1 João 3.1).

2. Filhos de Deus são amados do Pai celestial. O amor que Ele tem por nós não é um amor volúvel e inconstante, mas um amor eterno. Quando você abre seus olhos pela manhã e quando os fecha ao dormir, seu primeiro e seu último pensamento devem ser: "Sou aceito por Deus e amado por Ele com amor eterno!" Romanos 8.38-39 nos mostra toda a abrangência e a grandeza desse amor: "Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".

3. Você adquiriu uma posição completamente nova, pois passou a ser nova criatura. "Começar tudo de novo", é o desejo de muitas pessoas. Isso torna-se possível entregando a vida a Jesus. E assim, "se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Coríntios 5.17).

Começar tudo de novo”, é o desejo de muitas pessoas. Isso torna-se
possível entregando a vida a Jesus.

4. Agora você pode levar a Jesus todos os dias seus problemas e suas dificuldades: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4.6-7). Quem, além de Jesus, poderia fazer-lhe uma oferta dessas?

5. Você pode ter certeza: "Tenho um Deus que é fiel, permanece fiel e cumpre Suas promessas." A garantia de alcançar o alvo não está em você, mas no Senhor. Você pode confiar totalmente nEle nos dias bons e nos dias maus. Ele não o abandona: "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus" (Filipenses 1.6).

6. Você pode ter a certeza que qualquer pecado do passado, grande ou pequeno, leve ou pesado, conhecido ou secreto, está perdoado se você o confessou com sinceridade e pediu perdão de todo o coração. Através deste perdão perfeito, pleno e completo, você também estará liberto de toda e qualquer amarra oculta ou demoníaca. A partir de agora você não estará mais debaixo do poder de Satanás, mas passará a viver debaixo do domínio de Jesus: "Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós, e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz" (Colossenses 2.14-15). A Bíblia Viva diz: "Então Ele deu-lhes participação na própria vida de Cristo, porque lhes perdoou todos os pecados, e apagou as acusações confirmadas que havia contra vocês, a lista dos seus mandamentos a que vocês não tinham obedecido. Tomando esta lista de pecados, Ele a destruiu, pregando-a na cruz de Cristo. Deste modo Deus tirou o poder de Satanás de acusar vocês de pecado e exibiu publicamente ao mundo inteiro o triunfo de Cristo na cruz, onde foram tirados todos os pecados de vocês."

Se você, depois de ter-se tornado filho de Deus, cometer algum pecado, – o que é comparável a um acidente – então isso é uma triste derrota. Mas, mesmo assim você não precisa desesperar. Você pode e deve arrepender-se por ter falhado, pedindo perdão ao Senhor Jesus e seguir adiante olhando para Ele: "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" (1 João 2.1).

7. Sua vida passou a ter sentido! Muitas pessoas passam a vida inteira procurando pelo sentido da vida. O verdadeiro sentido da vida consiste em reconhecer a Deus e a Seu Filho Jesus Cristo, viver em plena comunhão com Ele e ter parte na vida eterna: "Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 João 5.20).

8. Uma pessoa que recebeu a Jesus em sua vida pode ter certeza de sua salvação eterna: "Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus" (1 João 5.13).

9. Quem está intimamente ligado a Jesus pode ter certeza que o Senhor lhe dá a força para superar o dia-a-dia com todos os seus problemas, grandes e pequenos. Tal pessoa não depende mais exclusivamente de si mesma, de sua força e de seus dons naturais, pois Deus: "Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor" (Isaías 40.29).

10. O Senhor também dá alegria e paz aos Seus. A vida de um cristão não é nada monótona, como muitos pensam. Pelo contrário, a fé em Jesus e a prática do discipulado tornam a vida interessante: podemos ter experiências de fé; podemos experimentar a Deus em nosso dia-a-dia! O Senhor nos prometeu essa alegria e essa paz: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14.27). "Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós e o vosso gozo seja completo" (João 15.11). E continua sendo verdadeiro o que Jesus disse: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10.10).

E agora pergunto a você, prezado leitor, prezada leitora: vale a pena tornar-se cristão?!

Seria uma ilusão concluir que a vida de um cristão é sempre um mar de rosas, que todos os dias brilha o sol, que não existem mais problemas e que tudo funciona com perfeição. Não é assim. A verdade é que a vida de um cristão que segue a Jesus de verdade pode ser uma vida muito atribulada e cheia de provações.

Filhos de Deus também não são poupados automaticamente de dores, enfermidades e sofrimentos e das angústias da vida. Mas tempos difíceis tornam-se suportáveis porque temos a certeza de que nada do que nos acontece anula as promessas de Deus.

Temos a mais absoluta certeza de que nossa vida está protegida em Suas mãos e que Ele nos protegerá em meio às crises e provações. Além disso tudo, temos ainda uma esperança viva para o futuro. Saber que as circunstâncias difíceis pelas quais um cristão tem de passar não são o fim de tudo, mas que existe uma glória posterior, dá-nos tranqüilidade, força e segurança. Por isso vale a pena ser cristão!

8. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – em Sua volta

O Senhor Jesus fala de Si mesmo quando afirma: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém! Eu sou o Alfa e o ‘mega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso" (Apocalipse 1.7-8).

Desde a eternidade Jesus é Deus – Ele esteve como homem sobre esta terra e morreu na cruz. Mas Ele ressuscitou dentre os mortos e voltará para reinar. Disso já fala profeticamente o Salmo 72: "Domine ele de mar a mar e desde o rio até aos confins da terra... E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam" (vv. 8,11). Jesus voltará primeiro para os que crêem nEle, arrebatando-os ao céu (veja João 14.1-6). Pouco depois Ele voltará visivelmente nas nuvens em glória para este mundo, julgará a terra e estabelecerá Seu reino. Todos os desenvolvimentos em nosso mundo caminham em direção a este alvo supremo: a volta de Jesus.

O Monte das Oliveiras em Jerusalém, donde Jesus subiu ao céu. Naquele dia os anjos disseram aos discípulos: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir”.

Theo Lehmann escreveu: "Jesus não foi daqueles que se destacaram por um certo tempo para depois desaparecerem nas brumas da história. Seu nome não é como o daqueles que aparecem em todos os jornais e poucos anos mais tarde jazem no esquecimento... Ele é o primeiro, o Criador deste mundo – e Ele é o último. Quando todos tiverem desaparecido – os ídolos e os deuses, as religiões e as ideologias, os grandes pensadores e os que edificaram imponentes obras arquitetônicas ou sufocantes masmorras – quando todos eles tiverem sumido das sacadas de seus palácios, quando tiverem caído de seus pedestais, quando tiverem perdido seus altos postos e tiverem virado pó – esquecidos, sumidos, afundados, quando todo este mundo sucumbir: Jesus existirá para sempre! Você não irá mais encontrar os deuses e os ídolos, os de antigamente e os de hoje. Mas a Jesus você vai encontrar sempre. No final da história está Jesus – também da história de sua vida."

Em Atos 10.42 está escrito acerca de Jesus: "e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos". Isso significa que virá o momento em que todos os homens estarão diante dEle, o único, incomparável e maravilhoso Senhor – uns eternamente salvos e outros, que rejeitaram a oferta divina da salvação em Jesus, eternamente perdidos. Por isso, você deveria impreterivelmente tornar-se cristão e não resistir mais a Ele! Resistir não apenas seria em vão, mas em seu próprio prejuízo.

Paulo tentou lutar contra Jesus por um certo tempo, mas quando Jesus o encontrou, a Bíblia relata: "E, caindo todos nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões" (Atos 26.14). Albrecht, conhecido tradutor da Bíblia para a língua alemã, explica essa frase dizendo que ela é uma forma usual de linguagem dos gregos. Quando se falava dos aguilhões, fazia-se referência aos animais de carga. Ao empacarem, eles causavam muito dano a si mesmos, pois feriam-se quando se rebelavam contra os aguilhões que o condutor usava para fazê-los andar. A expressão significa: "É em vão que você está tentando resistir a mim".

Jesus é único também por não se afastar dos pecadores. Ele não vira as costas para as pessoas, mas volta-se para elas. Foi por essa razão que Ele veio ao mundo, foi por isso que Ele morreu e ressuscitou. Ele ama a você como ninguém mais o ama, e hoje vem ao seu encontro com todo o Seu amor. Ele é o único que tem o poder de perdoar todos os seus pecados, de recebê-lo em Seu reino e de dar-lhe vida eterna. Você não quer segurar Sua mão estendida agora mesmo?! Pois virá o dia em que se cumprirá literalmente a afirmação da Bíblia de que todos terão que reconhecê-lO, mas então será muito tarde para receber a salvação: "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.9-11).

9. Jesus: único, incomparável, maravilhoso – na recompensa celestial que dá aos filhos de Deus

Filhos de Deus receberão um corpo semelhante ao Seu corpo glorificado

Vivemos hoje em um corpo débil e fraco, mortal, sujeito à enfermidade, à velhice e, finalmente, à morte. Nosso corpo é limitado e nos cerceia, nos prende; ele é marcado pelo pecado. No dia do arrebatamento (ou no dia da ressurreição dos mortos, caso faleçamos antes do arrebatamento) o Senhor dará um corpo glorificado aos Seus filhos: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas" (Filipenses 3.20-21).

Que privilégio, que honra! Somos chamados por Deus para "alcançar a glória de nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Tessalonicenses 2.14). Nosso corpo será semelhante ao corpo glorificado de Jesus após Sua ressurreição. Isso não significa que seremos iguais a Jesus em Sua divindade, mas seremos semelhantes a Ele. Certamente teremos aparência distinta uns dos outros e seremos reconhecíveis como indivíduos. Esse novo corpo, esse corpo glorificado que receberemos do Senhor, não estará mais sujeito à deterioração – ele estará perfeitamente adaptado às condições existentes no céu.

Filhos de Deus serão herdeiros de Deus

Realmente seremos herdeiros de Deus, como está escrito em Efésios 1.18: "iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos". Os que crêem em Cristo serão revelados nos céus eternos, diante dos anjos de Deus, como filhos e filhas do Pai celestial. Sendo filhos de Deus, eles terão parte como herdeiros de toda a riqueza da glória de Deus! Isso supera nossa capacidade de entendimento. Não pode existir algo mais grandioso!

Se você, que está lendo estas linhas, já tiver recebido a Jesus em seu coração e já estiver seguindo Seus passos, você terá parte em tudo o que Deus é e em tudo o que Lhe pertence! Em outras palavras: você terá parte em tudo de glorioso que existe no céu!

Ser herdeiro de Deus significa não mais sentir falta de nenhum bem. No céu haverá tudo em abundância e profusão. A Bíblia nos dá uma descrição do céu em Apocalipse 21 e 22:

  • Os muros da Jerusalém celestial serão de jaspe.
  • A cidade e suas ruas serão de ouro, semelhantes a vidro puro. Nem conseguimos imaginar essa exuberância e beleza.
  • Os fundamentos dos muros serão adornados com pedras preciosas da mais fina espécie e as doze portas de entrada da cidade serão doze pérolas, tão grandes como a porta.
  • Do trono de Deus e do Cordeiro sairá um rio de águas vivas, brilhante como o cristal.

Alguém disse certa vez acerca da glória celestial: "Não pagaremos nada, mas aproveitaremos tudo – e isso não será apenas por um minuto ou por uma hora, mas por toda a eternidade!" Por quê? Porque Jesus pagou todo o preço pela nossa salvação! Com Seu sangue Ele comprou nossa entrada no reino celestial (Hebreus 10.19-20).

Ser herdeiro de Deus significa não mais sentir falta de nenhum bem. No céu haverá tudo em abundância e profusão. Qualquer beleza terrena é insignificante comparada à glória celestial.

Filhos de Deus vão morar onde habitam Deus e Jesus Cristo

O próprio Senhor Jesus nos prometeu: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14.2-3). Portanto, um dia moraremos lá onde o próprio Deus habita. Toda a capacidade humana de imaginação e antevisão não é suficiente para conseguir imaginar a glória da casa do Pai. Mas o que podemos saber desde agora é o que a Palavra de Deus nos revela:

  • O construtor dessa casa é o próprio Deus. Conforme Hebreus 11.10, Ele é o "arquiteto e edificador" dessa morada eterna.
  • Essas moradas são incomparavelmente belas por não terem sido feitas por mãos humanas, mas edificadas pelo poder de Deus (2 Coríntios 5.1).
  • Essa morada celestial não precisa de luz natural ou artificial. Ela não depende do Sol ou da Lua porque a glória de Deus a ilumina e porque sua lâmpada é o Cordeiro, ou seja, Jesus Cristo (Apocalipse 21.23).
  • Nessa morada celestial haverá espaço mais do que suficiente para todos os crentes em Jesus Cristo de todas as épocas e de todas as nações.
  • Levaremos toda a eternidade para descobrir o que o céu nos reserva, e constantemente seremos surpreendidos com coisas novas!

Filhos de Deus celebrarão uma festa sem fim, em comunhão plena e perfeita com Deus o Pai e com Jesus Cristo

Em Apocalipse 21.3 lemos acerca dessa festa inimaginavelmente bela: "Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles". O fato de Deus habitar entre os homens fará do céu um lugar de alegria inconcebível e de felicidade absoluta. Nenhuma das características negativas do mundo presente existirá no céu (Apocalipse 21.27).

O céu é comparado com um casamento judaico. Esse é um símbolo da maior de todas as festas.

Em João 16.20,22 e 24 está escrito que toda a tristeza será transformada em alegria, que essa alegria jamais será tirada e que ela será completa.

Pedro escreve: "Vocês O amam, embora nunca O tenham visto; ainda que não O vejam, confiem nEle, e até mesmo agora vocês já estão felizes com aquela alegria indizível que vem do próprio céu" (1 Pedro 1.8, A Bíblia Viva).

Assim podemos entender muito bem as palavras de Jesus: "Alegrai-vos... porque o vosso nome está arrolado nos céus" (Lucas 10.20). No céu haverá intensa satisfação: "mas como está escrito (Isaías 64.4): Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Coríntios 2.9).

O céu está cheio de vida abundante! Lá não se saberá o que é sentir falta de alguma coisa, pois será impossível acrescentar ou melhorar o ambiente do céu. Monotonia será igualmente uma palavra desconhecida, pois o céu é perfeito e oferece vida plena, vida sem fim.

No céu os filhos de Deus não terão mais perguntas não-respondidas

Todas as perguntas serão respondidas, todas as dúvidas acabarão. Na luz de Jesus, que a tudo perscruta e em tudo penetra, conseguiremos ver e entender todas as coisas. Não haverá mais a menor dúvida no céu. O Senhor Jesus expressa essa maravilhosa realidade com as seguintes palavras: "Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar. Naquele dia, nada me perguntareis" (João 16.22-23). No céu entenderemos de repente que todas as coisas realmente contribuíram para o nosso bem e que muitos caminhos difíceis pelos quais passamos em nossa vida aqui na terra serviram para o nosso crescimento.

No céu os filhos de Deus receberão suas coroas e reinarão com Cristo

Tudo o que fazemos em vida como filhos de Deus salvos pela graça, em nome do Senhor Jesus, adquire uma dimensão eterna. Por exemplo, àqueles que amam Sua vinda, Ele promete "a coroa da justiça" (2 Timóteo 4.7-8). A Bíblia fala também de uma "coroa incorruptível" (1 Coríntios 9.25), de uma "coroa de glória" (1 Pedro 5.4) e de uma"coroa da vida" (Tiago 1.12).

No livro do profeta Daniel está escrito que os que conduziram outros à justiça e contribuíram para a propagação do Evangelho irão brilhar como o Sol por todo o sempre (Daniel 12.3). E o Senhor Jesus diz em Mateus 13.43: "Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai". A Sagrada Escritura fala que os que pertencem ao Senhor reinarão com Ele pelos séculos dos séculos (Apocalipse 22.5).

Àqueles que amam Sua vinda, Jesus promete
“a coroa da justiça” (2 Timóteo 4.7-8).

No céu os filhos de Deus encontram-se no lugar do perfeito amor

A Bíblia diz que o amor jamais acaba (1 Coríntios 13.8,13). Pois no céu viveremos em íntima comunhão com Aquele que é amor, que personifica o amor em toda a Sua pessoa. Odio e coisas semelhantes são totalmente desconhecidas no céu. Só o amor reinará, e assim todos serão amados por todos.

O céu também é um lugar onde muitas coisas deixarão de existir

No céu não haverá mais lágrimas, pois o próprio Deus enxugará as lágrimas dos nossos olhos (Apocalipse 21.4).

No céu também não haverá mais sonhos. Nossa vida aqui na terra consiste de muitos sonhos e fantasias. Sonhamos com um bom emprego, criamos fantasias com as férias dos sonhos, com uma praia dos sonhos, com o parceiro dos nossos sonhos, com um casamento dos sonhos. Todos esses sonhos e anseios não existirão mais em nossos corações, porque a realidade e a glória superarão em muito todos os sonhos.

Não haverá mais mar no céu (Apocalipse 21.1). O mar sempre é um símbolo de inquietude, tanto do desassossego das nações do mundo, como do nosso coração inquieto e da humanidade pecadora. No céu tudo se aquietará e a paz reinará eternamente.

No céu também não haverá mais sofrimento, nem luto, nem clamor, nem pranto, nem dor, nem medo ou sofrimento (essas são expressões usadas por diferentes traduções de Apocalipse 21.4). No céu também não haverá nenhum tipo de maldição (Apocalipse 22.3); a noite também não mais existirá (Apocalipse 22.5) e a morte terá sido anulada (Apocalipse 20.14; 21.4).

Nada mais será como era! Deus fará tudo novo, completamente novo. E no céu haverá coisas que nunca houve (Apocalipse 21.4-5).

Do céu ninguém será mandado embora, pois ali é a morada definitiva daqueles que crêem em Jesus. Desfrutaremos de toda a glória de eternidade a eternidade: "... (renascidos) para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros" (1 Pedro 1.4). O céu é o alvo supremo para nós seres humanos, o destino maior de uma pessoa.

O céu também é o lugar onde não existe pecado. Por essa razão, pessoa alguma com pecado pode entrar ali: "Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro" (Apocalipse 21.27, veja também o versículo 8).

Assim como o céu é uma maravilhosa realidade, o inferno é o seu oposto, ou seja, uma realidade terrível. Jesus falou muitas vezes do inferno. O inferno é o lugar onde nada existirá daquilo que descrevemos como existente no céu: é um lugar de separação eterna de Deus e privação de tudo aquilo que Ele dá aos que seguem a Jesus. O inferno é o lugar de sofrimento para todos aqueles que não receberam o perdão de seus pecados pelo sangue do Cordeiro de Deus.

Jesus Cristo é o único e grande Salvador, que sofreu por nós para abrir o céu e garantir nossa entrada na presença de Deus. Somente quem crê em Jesus e entrega a Ele sua vida cheia de pecado e culpa consegue entrar no reino de Deus.

Alguém perguntou: "O que nos faz fugir da vida se tememos a morte? Por que fugimos da verdade se estamos fartos da mentira? Por que continuamos em caminhos tortuosos se os atalhos escuros nos conduzem ao pecado? Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Quem é contra Jesus, não tem futuro... – Mas pessoas que atenderam ao chamado de Jesus para segui-lO têm perspectivas maravilhosas para seu futuro. O Senhor voltará! Pela fé elas vêem um novo céu e uma nova terra!"

10. Como você pode tornar-se cristão hoje

Agora mesmo, onde quer que você esteja, dirija-se ao Senhor Jesus em oração. Diga-lhe que, a partir deste momento, você quer crer nEle e peça-lhe perdão pelos seus pecados.

Solicite-lhe de maneira concreta para entrar em sua vida. Diga a Ele que a partir de agora Ele será seu Senhor e Mestre, e que de hoje em diante você está entregando a direção de sua vida a Ele (veja também a ilustração nas páginas seguintes).

Agradeça ao Senhor Jesus Cristo por Ele ter morrido na cruz em seu lugar e por ter pago sua culpa. Agradeça-lhe também que Ele ressuscitou dos mortos para dar a vida eterna a você. Em João 1.12 está escrito: "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome".Receba a salvação pela fé e de coração agradecido!

Testemunhe de sua fé a outras pessoas. Leia diariamente a Bíblia e procure comunhão com outras pessoas que também são crentes em Jesus. Busque uma igreja evangélica fundamentada na pregação da mensagem bíblica.

1. A graça de Deus vence o pecado

O problema do pecado


     O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, conta a história da criação do homem e de sua queda. Nele encontramos que “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre … a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem[1] e mulher os criou”(Gn 1:26-27). Imagem e semelhança não têm, necessariamente, significados diferentes. Na língua hebraica a repetição costuma ser usada para esclarecer ou expandir o significado do enunciado. Ser criado à imagem e à semelhança de Deus não quer dizer que o homem seja uma cópia exata. Sabemos que não é assim, pois “formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (2:7). Os homens são “feitos à semelhança de Deus” (Tg 3:9). De fato, o homem possui uma semelhança a Deus que nenhuma outra criatura possui. Deus “soprou em suas narinas [nas narinas do homem] o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2:7). Isso deu ao homem uma natureza e uma posição distintas entre as criaturas (1:26-28; 5:1; 9:6; 1Co 11:7; Tg 3:9). Ser criado à imagem e semelhança de Deus, e ter uma alma, significam que o homem tem uma natureza espiritual. Também ele tem um intelecto e um raciocínio peculiares. Tal como Deus era justo (Sl 7:9; 11:7; 116:5; Jo 17:25; 2Tm 4:8; 1Jo 2:1) e santo (Êx 15:11; Lv 19:2; 20:26; 21:8; Js 24:19; Sl 99:9; 145:21; Is 6:3; Ef 4:24; 1Pe 1:16; Ap 4:8; 6:10; 15:4; et alii.), o primeiro homem e a primeira mulher viviam num ambiente perfeito, livre até mesmo do conhecimento do mal. Eles entendiam a vontade de Deus e tinham uma inclinação natural para fazê-la. Assim como Deus é moral e aprova o bem e odeia o mal (Dt 16:22; Sl 5:5; 11:5; Is 1:14), assim também o homem é um ser moral e capaz de fazer escolhas morais.

     Homem não foi criado como um fantoche. Para dar sentido ao livre arbítrio do homem, Deus lhe deu o poder de escolha no jardim do Éden. Lá o homem poderia viver com uma fé simples na palavra dada por Deus de não comer da “árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2:17). Esta opção revela que o mal já estava presente no mundo, mas o homem tal como fora criado, não tinha conhecimento desse mal. Porém Satanás, o anjo caído por causa do orgulho, incitou a mulher a reconsiderar o mandamento de Deus. Ela, fazendo isso, viu que a “árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos” (3:6), e prometia torná-la sábia, então “tomou do seu fruto, e comeu”. Dando do mesmo fruto ao seu marido, e ele também comeu. Assim, por duvidar da palavra de Deus, o homem escolheu desobedecer-lhe (Gn 2-3).

     A desobediência à palavra de Deus resultou na queda do homem. Ele então tornou-se um pecador e recebeu uma natureza depravada (Gn 6:5; Rm 5:12, 14, 18-19; 1Co 15:21-22; 1Tm 6:5). Uma conseqüência imediata da Queda foi a separação entre o homem e Deus (Sl 5:4; Is 59:2; Hc 1:13; Rm 8:7-8). Por natureza, Deus é santo (o mais mencionado atributo de Deus); portanto ele não pode tolerar o pecado. Por isso o pecado produziu um abismo entre o Deus santo e o homem pecador e decaído.


[1]O termo homem tem dois significados, um que se refere ao macho dos humanos e o outro que se refere à reça humana (machos e fêmeas). Neste livreto o termo homem é usado no sentido encontrado neste versículo, ou seja, refere-se tanto ao macho como à fêmea.
2. A graça de Deus vence o pecado

O amor de Deus


     Deus também é amor, e por isso mesmo ele proveu um meio de redenção. Logo após o primeiro pecado do homem, Deus prometeu que a Semente da mulher iria esmagar o poder de Satanás, tornando possível a restauração do relacionamento do homem com Deus (Gn 3:15). Para fazer isso, Deus escolheu Abraão e seus descendentes para preparar mais ainda o homem para a vinda do Redentor, Jesus Cristo. Deus fez uma aliança com Abraão segundo o prática caldéia (Gn 15:7-17). Passando pelo sangue no meio das carcaças ensangüentadas dos animais, os dois prometeram cumprir com o acordo. E se não o cumprissem, custaria à parte infiel o seu próprio sangue. Esta aliança entre Deus e Abrão foi feita quando um “forno de fumaça” (Gn 15:17; cf. 19:28; Êx 19:18; Hb 12:29), e uma “tocha de fogo” (Gn 15:17; cf. Êx 3:2-4; 2Sm 21:17; 22:7, 9, 29; 1Rs 11:36; 15:4; Sl 27:1; 132:17; Is 62:1) passaram pelas metades dos animais. O forno representava Deus e a tocha de fogo, Jesus Cristo, a luz do mundo. Assim, Deus atuou como as duas partes na aliança. Se Abrão tivesse representado a si mesmo, teria custado o sangue de seus descendentes se estes quebrassem a aliança. Mas com Deus assumindo as duas partes, custaria o sangue de seu Filho (i.e., a vida) se os descendentes de Abrão fossem infiéis. Como veremos mais adiante, custou o sangue do seu Filho (Mc 14:24; Lc 22:20; Jo 6:53-56; 19:34, etc.).

     No início do seu evangelho, João escreve: “E o Verbo [Jesus] se fez carne, e habitou entre nós… cheio de graça e de verdade… E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1:14, 16-17). Embora fossem o Povo Escolhido, os judeus aprenderam em toda a sua história que o melhor que conseguiam fazer era oscilar entre o bem e o mal. Deus enviou o Seu Filho como um Homem perfeito quando veio a “plenitude do tempo” para remir o homem decaído (Gl 4:4). Quando Jesus estava com cerca de trinta anos, Ele começou o seu ministério a fim de estabelecer uma nova maneira de Deus lidar com o ser humano. Através de Sua morte, Ele tornou-se o “Mediador de uma nova aliança” (Hb 12:24; cf. 8:8, 13; Lc 16:16; Rm 10:4) da “graça e [da] verdade” (Jo 1:17; cf. 1Pe 1:10; 2Tm 2:1).

     Vamos agora analisar os ensinamentos de Jesus mais detalhadamente.

3. A graça de Deus vence o pecado

Jesus pregou o arrependimento


     No início do seu ministério, Jesus pregou: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4:17) e: “O reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Mc 1:15). Mais tarde ele declarou, respondendo aos fariseus: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:31-32; cf. Mt 9:12-13; Mc 2:17). Quando perguntaram a Jesus se os galileus que sofreram nas mãos de Pilatos eram “mais pecadores do que todos”, ele disse: “Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lc 13:2-3).

     Jesus, em resposta à acusação dos fariseus de ele comer com os pecadores, disse que haveria maior “alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15:7). Ele lhes afirmou que “os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas” (Mt 12:41; cf. Lc 11:32). Jesus advertiu às cidades onde fizera muitos dos seus prodígios, dizendo: “Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza” (Mt 11:21; cf. Lc 10:13).

     Numa parábola, Jesus falou sobre dois filhos que receberam ordens de trabalhar numa vinha. Um filho respondeu: “Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi” (Mt 21:29). O outro filho disse que iria, mas não foi. O que valeu não foi a promessa de trabalhar, mas sim o fato de cumprir a tarefa. Uma mudança de pensamento e conduta é o resultado do arrependimento. Esta parábola foi dirigida aos principais sacerdotes e anciãos como uma advertência de que os gentios estavam se arrependendo enquanto eles se recusavam a se arrependerem, contudo ela a característica geral do arrependimento.

     A parábola acima reforça o que João Batista disse às multidões: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento” (Lc 3:8; cf. Mt 3:8). Fruto é um termo figurativo que se refere a boas obras, ou seja, obedecer à vontade de Deus. Assim como um fruto é o produto de uma fruteira, as boas obras são o resultado natural do arrependimento. João disse a seus ouvintes: “toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo” (v. 9). Resumindo, o arrependimento acarreta uma mudança de pensamento a respeito de Jesus Cristo e a obediência aos seus mandamentos.

4. A graça de Deus vence o pecado

Jesus pregou a fé nele


     Jesus pregou: “crede no evangelho” (Mc 1:15). As seguintes escrituras mostram que Jesus ligou a vida eterna à fé e à crença. Quando um paralítico foi abaixado de cima de um telhado a fim de ser curado, e “Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados” (2:5; cf. Lc 5:20). Na parábola do semeador, Jesus explicou que a semente — a qual era a palavra de Deus — que caiu à beira do caminho foi pisada porque o diabo tirou-lhes “do coração a palavra, para que não se salvem, crendo” (Lc 8:12). Jesus mandou que seus discípulos dissessem ao povo que “quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16:16).

     Jesus disse a Nicodemos que todo aquele que crer nele (o Filho do Homem, o Cristo) não perece, mas tem a vida eterna (Jo 3:15; cf. vv. 16, 18). Ele disse aos judeus: “Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna” (5:24). No discurso sobre o pão da vida, Jesus afirmou: “Aquele que crê em mim tem a vida eterna” (6:47).

     No fim da Festa da Dedicação, alguns judeus perguntaram a Jesus se ele era o Cristo. Ele respondeu: “Já vo-lo tenho dito, e não o credes… vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito” (10:25-26). Ele então explicou: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (vv. 27-28). Depois da morte de Lázaro, Jesus disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (11:25; cf. v. 26). Jesus disse a dois discípulos: “Crede na luz [Jesus Cristo], para que sejais filhos da luz… Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou… Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (12:36, 44, 46). Na sua última Páscoa, Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim… Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (14:1, 6). Estas escrituras mostram que a ligação entre fé e vida eterna era um ponto central nas mensagens de Jesus.

5. A graça de Deus vence o pecado

Jesus pregou o reino de Deus


     No início do seu ministério, passando por Samaria, “veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Mc 1:14-15; veja também Mt 4:23-25). No decorrer de todo o seu ministério, Jesus explicou o que se requeria do homem. Uma parte central de sua mensagem era pregação acerca do reino de Deus. O povo judeu sabia que Deus desejava reinar sobre o seu povo, contudo, imaginavam isso em termos de uma soberania política. Eles não entendiam a natureza espiritual do reino, em que Deus reina nos corações dos que por sua graça seguem o Messias.

     Jesus ensinou o significado do reino bem cedo no seu ministério. Na Oração do Pai Nosso, Jesus ensinou aos discípulos: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10; cf. Lc 11:2). Isso reflete o ensinamento de Cristo (e de João) no início do seu ministério: “o reino de Deus está próximo” (Mt 4:17; cf. 3:2). Esta petição é de que o reino de Deus na terra venha, no qual a sua vontade será feita.

     O mencionado antes é a definição mais precisa que Jesus deu do reino. Ele usou parábolas (histórias figurativas da vida) para ensinar ainda mais como era esse reino. Ele é como a semente que pode ser arrebatada, sufocada por ervas daninhas, ou crescer e amadurecer e produzir uma boa colheita (Mt 13:3-9, 18-30, 36-43; cf. Mc 4:3-20; Lc 8:4-15). O reino de Deus coexiste com o mal e o maligno, o diabo. O reino, como o grão de mostarda (Mt 13:31-32; cf. Mc 4:30-32) e como o fermento, cresce de algo pequeno e se torna uma grande obra em todo o mundo (Mt 13:33; cf. Lc 13:20-21). Também é como um tesouro escondido num campo (Mt 13:44) e uma pérola excelente (v. 45), que vale todo o esforço de obtê-la. Isso não significa que a entrada no reino pode ser conquistada, mas que o que o procura deve arrepender-se, crer e pela graça seguir a Jesus sem reserva nenhuma. O reino é como uma rede que pesca tanto peixes bons como ruins em que, no final, os maus são lançados fora (vv. 47-50). Somente no final é que os seguidores de Cristo e os ímpios serão separados.

     Em suma, o reino de Deus existirá lado a lado com o mau, mas o “verdadeiro e santo Dominador” no fim terá sua vontade executada (Ap 6:10; cf. 1Tm 6:15; At 4:24). Nessa ocasião, os filhos do Rei irão viver num reino glorioso separados do mal.

6. A graça de Deus vence o pecado

Jesus pregou o novo nascimento


     A graça habilitadora de Deus e a obra do Espírito Santo resulta no “novo nascimento”. Esta mudança radical nos homens e mulheres lhes dá condições de se submeteram e fazerem a vontade de seu Rei.

     Quando Nicodemos, um príncipe dos judeus, veio falar com Jesus, ele lhe disse: “Bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus” (Jo 3:2). Jesus logo respondeu com uma declaração de significado profundo: “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (v. 3). O termo grego traduzido como nascer de novo tem o significado de “nascer do alto”. Tal declaração foi, sem dúvida nenhuma, de Deus. Nicodemos, não entendendo, perguntou a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (vv. 4-6). Jesus enfatizou que “nascer da água e do Espírito” é obrigatório pois o que é “nascido do Espírito é espírito” (v. 6).[2]

     Jesus prosseguiu e disse a Nicodemos que não se maravilhasse de ele ter dito: “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3:7-8; cf. Gl 4:29; 1Pe 1:23; Tt 3:5). Há um mistério em ser “nascido de novo”, assim como há um mistério a respeito do vento. De uma maneira miraculosa, o Espírito Santo opera na alma, influenciando a vontade da pessoa, os seus desejos, valores e dando a sua vida uma nova direção. A pessoa muda de sua inclinação natural de se rebelar contra Deus para um desejo sincero de obedecer a Deus. Como isso ocorre e como é a junção da verdade, do intelecto e da operação do Espírito Santo, tudo isso está além da compreensão humana. Sabemos, todavia, que este trabalho em conjunto produz um efeito claramente visível na vida da pessoa.

     Mais tarde Jesus disse que “o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6:63; cf. 2Co 3:6). O Espírito Santo e a Palavra produzem o nascimento de um novo homem espiritual naquele que crê.

     Os resultados do novo nascimento podem ser vistos na parábola do semeador. A semente “caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta” (Mt 13:8). Jesus explicou, “Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta” (v. 23). Aqueles que ouvem o evangelho e o entendem terão um novo nascimento que produz bom fruto: o cumprimento da vontade de Deus.

     O homem precisa passar por uma mudança radical. Vemos isso na afirmação de Jesus de que “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt 18:3). A pessoa tem que se converter (no grego, “dar meia-volta”), e ser como criança, ou seja, humilde (v. 4), com uma disposição de aprender. Tal pessoa que parece como criança irá querer se alimentar na Palavra e crescer nos seus ensinamentos (cf. 1Pe 2:2).


[2]O sentido de “nascido da água”, pelo que parece, se refere ao assunto em questão — o reino. Visto que João Batista ligou o arrependimento e a preparação para entrar no reino de Deus como o batismo de água, sem dúvida Jesus devia ter isso em mente. Afinal, até o Rei foi batizado, não como um ato de arrependimento, mas como um sinal da sua identificação com o povo preparado e o reino (nota particular de Richard Polcyn, 1999).
7. A graça de Deus vence o pecado

Jesus pregou o discipulado


     Em todo o seu ministério, Jesus chamou homens para se tornarem seus discípulos. Um discípulo é um aprendiz, um aluno, um seguidor, um aderente, etc. Os quatro evangelhos contêm muitos ensinamentos que focam no discipulado.

     Quando Cristo disse a Pedro: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”, houve uma ação: “Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no”. Depois Jesus viu dois irmãos, Tiago e João, consertando suas redes e os chamou: “Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no” (Mt 4:19-22; cf. Mc 1:16-20; Jo 1:43). O verbo grego “seguir” usado aqui significa tornar-se um seguidor de Cristo por toda a vida. Jesus usava esse termo freqüentemente (leia Mt 8:22; 9:9; 10:38; 16:24; 19:21, 28; Mc 2:14; 8:34; 10:21; Lc 5:11; 9:23, 59-62; 18:22; Jo 10:4, 27; 12:26; 21:19, 22; cf. 1Pe 2:21).

     Mateus é um exemplo do tipo de reação que Jesus esperava. Como cobrador de impostos, eles estava sentado no seu local de trabalho quando Jesus lhe disse: “Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu” (Mt 9:9; Mc 2:14; Lc 5:27-28). Mateus, um dos “publicanos e pecadores” (Mt 9:11), arrependeu-se, mudou sua vida, e tornou-se um discípulo devoto. O chamado para seguir Jesus resultou numa reação de boa vontade e numa ação imediata.

     Mateus escreveu que depois do Sermão do Monte, grandes multidões seguiram Jesus. Finalmente, para se apartar delas, ele resolveu ir para o outro lado do mar da Galiléia. Dois chegaram a ele dizendo que iriam segui-lo (Mt 8:18-22). Lucas escreveu na seção especial de seu evangelho (9:51-18:14) que quando Jesus não foi aceito numa aldeia dos samaritanos, ele seguiu em direção a Jerusalém. A caminho de lá, Lucas disse que três se ofereceram a segui-lo (Lc 9:57-62). Ainda que talvez não seja o mesmo incidente, os dois homens de ambos os evangelhos fizeram declarações semelhantes.

     Quando a primeira pessoa se aproximou de Jesus, ela foi logo dizendo: “Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores” (Lc 9:57; Mt 8:19). Lucas identifica esta pessoa somente como um homem, enquanto que Mateus diz que ele era um escriba. Ele, portanto, seria uma pessoa estudada, e de certo conhecedora dos ensinamentos de Jesus. A apresentação que Mateus faz da segunda pessoa, “outro de seus discípulos”, indica que era um discípulo. Sua pressa em se oferecer pode ter sido uma reação impulsiva por ter conhecido a respeito de Jesus. A resposta de Jesus para ele foi que considerasse o custo: “As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9:58; cf. Mt 8:20). Jesus não tinha casa, e isso pode ser contribuído para o fato de ter sido um Homem de dores. Segui-lo custaria caro, e as pessoas precisavam levar isso em consideração antes de começarem a segui-lo.

     O segundo homem, identificado em Mateus como discípulo (Mt 8:21), aceitou a chamada de Jesus de segui-lo, mas queria fazer primeiro uma coisa aparentemente justificável: “Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai” (Lc 9:59). Como discípulo, ele conhecia os ensinos de Jesus, contudo pensou que poderia fazer isso primeiro e seguir depois. Jesus respondeu: “Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus” (v. 60). Havia alguma coisa mais importante a fazer. Jesus chamou este discípulo para um serviço de pregação. Sendo que Mateus põe sua história exatamente antes dos setenta serem enviados e voltarem da missão de pregar (Mt cap. 10), dá a entender que o chamado para pregar estava nas mentes de Mateus e Lucas. Este serviço a Deus e ao próximo tinha que ser feito sem demora.

     Lucas escreveu sobre a terceira pessoa que, de maneira semelhante, pediu um prazo: “Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa” (Lc 9:61). Esse candidato a discípulo foi esclarecido que nada deve atrapalhar seu serviço ao Senhor. Como Jesus observou: “Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus” (v. 62). Outra vez vemos alguém querendo seguir, todavia sem estar pronto. Seu adiamento podia parecer justo, porém envolvia o risco de sua família influenciá-lo em outra direção (cf. Mt 10:37). O discipulado pode ser um caminho difícil; ninguém deve olhar para trás depois de tomar a cruz.

     Quando Jesus enviou seus doze discípulos para pregar que “é chegado o reino dos céus” (Mt 10:7), e fazer as obras que ele estava fazendo, ele deu instruções a respeito do discipulado. Os discípulos seriam como “ovelhas ao meio de lobos” (v. 16), e deviam esperar oposição e perseguição. Isto ilustra a regra geral de que “não é o discípulo mais do que o mestre” (v. 24). Neste caso, os discípulos podiam esperar o mesmo tratamento que o seu Mestre estava recebendo.

     Jesus em seguida lhes disse: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10:34). Pode haver um conflito aqui na edificação do reino, e a paz esperada não viria imediatamente (cf. Is 9:2-6). “À terra”, se refere aos homens em geral. A falta de paz é o resultado de um homem não atender à chamada de Jesus de segui-lo. A oposição pode acontecer até mesmo dentro de sua própria casa (Mt 10:35-36). Depois Jesus afirma dois princípios: “Quem ama [um membro da família] … mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” (vv. 37-38).

     Em oura ocasião, quando grandes multidões acompanhavam Jesus, ele falou uma mensagem semelhante. Há uma necessidade de “odiar” os familiares e a própria vida. “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26; cf. 12:51-53). Estas parecem ser palavras duras, mas é verdade que seus discípulos têm que deixar de lado todos os interesses que impeçam uma entrega completa e uma lealdade total a Cristo. Este “ódio” pode ser entendido comparando-o ao amor que Jesus exigiu no parágrafo acima. Os discípulos têm que amar Jesus mais do que a todos os outros, e serem fiéis e leais a ele em primeiro lugar. Isso deve transcender todas as relações de família e todos os desejos pessoais.

     Em certo sentido, a cruz era a missão especial de Jesus para a vida. Os discípulos não precisavam aguardar levar uma cruz literal como a que Jesus levou para ser crucificado. Contudo, os discípulos podem esperar oposição, e até mesmo a morte. Devemos devotar a nós mesmos a seguir a missão de Deus para a nossa vida, e isso exige o trabalho da Grande Comissão e tudo o que ela inclui. Se alguém procurar evitar isso, “quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” (Mt 10:39).

     Mais adiante, depois de contar aos discípulos que ele precisava sofrer e ser morto em Jerusalém, Jesus lhes disse, como antes: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” (Mt 16:24-25; cf. Mc 8:34–9:1; Lc 9:23-27; 14:27; 17:33). Renunciar-se a si mesmo significa renegar os próprios desejos e entregar-se completamente a Deus para segui-lo, mesmo se isso implique tomar a cruz. Se alguém tenta evitar a sua cruz e assim salvar a sua vida, ele a perderá no final. Sendo disposto a perder a sua vida por amor ao Senhor, a pessoa a encontra. De modo que tomar a cruz e seguir a Cristo é uma parte necessária e de suma importância da redenção.

     Nada deve atrapalhar o seguir a Cristo. Jesus disse: “qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:27). Depois mencionou que a pessoa que pretende construir uma torre primeiro calcula o custo para ter certeza de que pode concluí-la, e que nenhum rei iria fazer guerra sem primeiro considerar se tem capacidade de vencê-la. “Assim, pois, qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (v. 33). O discipulado e a salvação são assuntos sérios e exigem um comprometimento total no início, deixando tudo o mais em segundo lugar durante toda a vida. Jesus Cristo tem que estar em primeiro lugar na vida do discípulo.

     Aqueles que seguem mudam sua conduta e são libertos do pecado. Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12). Alguns judeus, ao ouvirem isso, questionaram-no. Jesus disse a outros “judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (vv. 31-32). Estes crentes disseram a Jesus que eram filhos de Abraão e que não estavam cativos, e lhe perguntaram: “como dizes tu: Sereis livres?” (v. 33). Jesus lhes disse: “Todo aquele que comete pecado é servo do pecado” (v. 34). O discípulo não pode ser escravo do pecado, mas um filho de Deus que ama fazer a vontade de seu Pai. Esta liberdade de obedecer é a verdadeira liberdade.

     Jesus deu o exemplo das ovelhas para nos ajudar a entender o discipulado. Quando o “porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. … e as ovelhas o seguem, … Mas de modo nenhum seguirão o estranho” (Jo 10:3-5). Mais adiante Jesus explicou: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (vv. 27-28).

     Em João 15, Jesus explica como a parte de dar frutos está relacionada ao discipulado. “Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (v. 5). Depois explica: “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. … Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (vv. 8-10).

     Para que ninguém pense que o discipulado é um fardo, Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11:28-30). Como pode o discipulado ser fácil? A resposta está no novo nascimento, que transforma a natureza interior do discípulo de modo que deseje fazer a vontade de Deus, assim ele não fica sobrecarregado com um fardo, mas sim encontra justiça, paz e gozo (Jo 14:27; 16:33; Rm 14:17; 15:13; Gl 5:22, et alii) A mudança interior retira o fardo, mesmo que o discípulo sofra por causa de Cristo (Mt 10:16-25; Lc 10:3; 21:5-19; Rm 8:17; Fp 1:29-30; 3:10; 2Tm 2:12; 1Pe 4:12-14; 5:10).

     O discipulado é um caminho estreito e difícil que é muito diferente da representação que muitos fazem do cristianismo. No Sermão do Monte, Jesus declarou: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7:13-14; cf. Lc 13:23-24). O discipulado não é um fardo nem um caminho largo, mas é o caminho que conduz à vida eterna.

8. A graça de Deus vence o pecado

Jesus Cristo: O único caminho


     Jesus ensinou que ele era o único caminho para a vida eterna. Jesus disse que era a vontade de Deus que “todo aquele que vê o Filho, e crê nele [no Filho], tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6:40; cf. v. 47). Também disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (8:12; cf. 9:5; 12:35-36). Em resposta a uma pergunta, Jesus disse a Tomé: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (14:6). Como mencionado, Jesus disse aos judeus que tinham crido nele: “Se vós permanecerdes na minha palavra … conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (8:31-32; cf. vv. 34-36). Jesus prometeu: “Se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte” (v. 51). Estes ensinamentos não deixam dúvida de que há somente um caminho.

     Aqueles que buscam a vida eterna têm que entra pela Porta. Jesus usou esta metáfora para descrever o propósito do seu ser. “Aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas” (Jo 10:1-2). O curral era uma área cercada com somente uma porta para entrar; Jesus entrou para que outros pudessem ter vida. Ele então tornou-se a Porta para os outros entrarem. Ele disse: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á … eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. … Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la” (vv. 9-11, 17; cf. v. 15). No reino, Jesus é a única porta, visto que ele é Aquele que deu sua vida para que os arrependidos fossem salvos.

     Anteriormente mencionamos que Jesus afirmara: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11:25). Visto que Jesus é a fonte de vida e a ressurreição dos mortos, nem a vida nem a ressurreição existe sem ele. A vitória sobre a morte é possível somente para aqueles que crêem nele.

     Jesus falou claramente que o resultado de ouvi-lo têm conseqüências eternas. Ele disse que veio “para salvar o mundo. Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo 12:47-48). O propósito de Jesus era de salvar o pecador, e se o pecador o rejeitasse, não haveria outro caminho para a vida eterna. O pecador será julgado pelo que ele rejeitou: a palavra que Jesus pregou. O juízo ocorrerá segundo a autoridade de Deus. Ele deu a Jesus o poder de perdoar pecados, conforme Jesus deu testemunho mais cedo em seu ministério (Mc 2:10; Lc 7:48).

     Pedro disse aos príncipes e anciãos que Jesus Cristo, a quem tinha crucificado e a quem Deus ressuscitara, era a principal pedra da esquina e que “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12). Não há nenhum outro nome, ou seja, nenhuma outra pessoa que possa salvá-los. Se alguém quiser ser salvo de seus pecados, precisa voltar-se a Jesus Cristo para ser socorrido.

9. A graça de Deus vence o pecado

O senhorio de Cristo


      Discipulado significa submeter-se ao senhorio de Jesus Cristo. Hoje o uso do termo “Senhor” é comum é popular, mas Jesus salienta alguns aspectos desse termo no Sermão da Monte que são pouco entendidos. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7:21). Ele dirá a alguns que alegaram fazer muitas coisas em seu nome: “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (v. 23).

      Jesus fez uma pergunta que precisa ser respondida por muitos hoje. “E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lc 6:46). Após esta pergunta, ele contou uma parábola a respeito da importância de observar a Palavra de Deus. Jesus declarou: “Qualquer que vem a mim e ouve as minhas palavras, e as observa … É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha”. Quando as enchentes vieram, sua casa ficou em pé. Mas “o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra” (i.e. “areia”, Mt 7:26). Quando a correnteza bateu contra ela, imediatamente ela caiu (Lc 6:47-49; cf. Mt 7:24-27). Na Judéia o único lugar onde se encontra areia é um wadi, um leito seco de um rio. Os ouvintes de Jesus sabiam que nunca alguém construiria ali, pois uma corrente de água poderia escoa pelo leito seco e levar tudo o que estiver nele. Com tais advertências, não há como responder à pergunta que Jesus fez de chamá-lo Senhor e não fazer o que ele mandar. Somente aqueles que segue o que Jesus ensinou têm um alicerce firme e a segurança da vida eterna.

      João Batista pregou: “Preparai o caminho do Senhor” (Jo 3:3). Jesus aplicou o termo Senhor para si mesmo quando disse a seus dois discípulos: “o Senhor os há de mister” (Mt 21:3; cf. 12:8; Mc 11:3; Lc 19:31). Os discípulos empregavam o termo como outro nome para Jesus (Mt 8:25; 14:28-30; 16:22; 17:4; 18:21; et alii). Muitas das formas da palavra grega Kurios, traduzida como “Senhor”, também eram aplicadas a Deus. Está claro que Jesus é o Senhor, e precisamos levar o seu senhorio a sério.

10. A graça de Deus vence o pecado

Seus milagres


     Os ensinamentos de Jesus e a sua obra não são algo que tem que ser aceito com uma fé “cega”. Os evangelhos registram muitos casos de Jesus fazendo obras poderosas mostrando que Deus o tinha enviado. Por exemplo: Mateus mencionou dez curas específicas e uma ocorrência de poder sobre as forças da natureza no capítulo 8 e 9 do seu evangelho. Jesus curou o leproso (Mt 8:2-4), o servo paralisado do centurião, (vv. 5-13), a febre da sogra de Pedro (vv. 14-15). Ele curou muitos endemoninhados (v. 16), acalmou a tempestade (vv. 23-27), curou dois endemoninhados (vv. 28-34), curou um paralítico (9:2-8), curou a mulher que tinha uma hemorragia (v. 20), ressuscitou a filha de um chefe (vv. 24-25), curou dois cegos (vv. 27-30), e curo o endemoninhado mudo (vv. 32-34). Estes são apenas uma pequena amostra dos milagres registrados nos evangelhos. Os evangelhos mencionam em detalhes cerca de 35 milagres e fazem breve referência a muitos mais. Como João escreveu: “Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro” (Jo 20:30). Alguns destes estão contidos nos outros três evangelhos, mas a maioria não foi registrada. Como João escreveu: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (21:25). Quando levamos em conta que os quatro evangelhos registram apenas uma pequena fração de aproximadamente sessenta dias dos três anos do ministério de Jesus (aproximadamente cinco por cento dos seus dias), e que muitos livros foram escritos a respeito do seu ministério, é evidente que muitos mais livros poderiam ser escritos sobre outros milagres e sobre o restante da sua vida e do seu ministério.

     Estas obras davam testemunho de Jesus, trazendo-lhe grande fama (Mt 9:8, 26, 31, 33), e faziam com que muitos crescem nele (Jo 2:11, 23; 3:2; 6:2, 14; 7:31; 9:16, 31-33; 12:18; et alii). Embora Jesus operasse muitos milagres, estes não eram a essência do seu ministério. Na realidade, muitas vezes ele tentava evitar que os homens dessem demasiada atenção a tais milagres pedindo àqueles que foram curados que não contassem nada a ninguém (Mt 8:4; Mc 3:12; 5:43; 7:36; 8:26, 30; 9:9). Muitas vezes ele incluía uma lição espiritual em suas obras para que os homens vissem mais do que um milagre. O ministério principal de Jesus era o espiritual. Ele fez milagres para apoiar este ministério, e não o impedi-lo. Achar soluções para problemas físicos não deve interferir na solução do problema fundamental do homem, ou seja, o espiritual.

     Há um testemunho maior do que o revisto acima. A Bíblia ensina que Jesus veio ao mundo para remir o homem por meio da sua morte e ressurreição. Sua ressurreição torna-se a prova principal de que ele era o Messias. Como Paulo escreveu, ele foi “Declarado Filho de Deus … pela [sua] ressurreição dos mortos” (Rm 1:4). A ressurreição de Jesus será discutida mais tarde.

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